NOVA DÉLI, terça-feira, 3 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Sendo os meios de comunicação hoje uma parte importante da vida, os religiosos não podem deixar de conhecê-los e usá-los em sua missão.
É o que afirma a associação caritativa internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), que por esta razão promove uma formação em meios de comunicação católicos para religiosos, sacerdotes e seminaristas.
“Jornais, revistas, televisão, rádio e, cada vez mais, a internet: tudo isso forma parte de nossa vida cotidiana e configura nossa visão de mundo”, recorda a associação em um comunicado enviado a ZENIT. “Por isso –destaca– é tão importante que a Igreja Católica esteja presente neles”.
Graças aos meios de comunicação, acrescenta AIS, “a Igreja penetra no espaço vital das pessoas, que talvez de maneira consciente, mas também por casualidade, começam a interessar-se por sua mensagem, ou desejam estreitar suas próprias relações com ela”.
Para que a Boa Nova seja escutada nos meios modernos, de todos os modos, necessitam-se de “profissionais” que “compreendam a doutrina e os objetivos da Igreja” e também “disponham de conhecimentos específicos para poder trabalhar com esses meios”.
Em Inda, nos arredores de Nova Déli, a Igreja gerencia um centro de formação sobre vários âmbitos jornalísticos, para jovens, religiosos e seminaristas.
O Instituto de Comunicação NISCORT (National Institute of Social Communications, Research and Training) colabora com universidades e outorga títulos autorizados, nas áreas de jornalismo e comunicação.
Oferece ainda seminários sobre técnicas comunicativas modernas (blog, chat, podcast), sempre com o objetivo de difundir o Evangelho o máximo possível.
Também discute questões da atualidade como o fanatismo religioso, o fundamentalismo e o terrorismo ligado à religião.
Segundo os representantes eclesiais da Índia, em muitos casos os meios de comunicação contribuíram para acentuar as tensões com seu modo de informar.
Neste contexto, é útil uma “sensibilidade especial”, porque, das novas tecnologias, como Bento XVI explicou em sua Mensagem para o Dia das Comunicações, pode-se aproveitar seu “extraordinário potencial” para “favorecer a compreensão e a solidariedade humana”.
















